Boa notícia para os fãs de motocicletas, em especial aquelas de apelo mais clássico. Apesar de já operar há cerca de dois anos com um escritório no país, a Royal Enfield reservou para esta quinta-feira (20) o pontapé inicial na comercialização de suas motos no Brasil por meio de uma concessionária na cidade de São Paulo. A loja, capitaneada pelos irmãos Raul, Mauricio e Marcela Fernandes, está localizada na Avenida República do Líbano, 2.070.

“Temos o costume de começar nossas operações por cidades e escolhemos São Paulo por concentrar grande parte da frota de motocicletas do país, em especial modelos com maior cilindrada. Mas desde já eu afirmo: nosso compromisso com o Brasil será de décadas. Estamos aqui para ficar. Vamos começar analisando o mercado e depois vamos expandir nossas operações”, explica o presidente mundial da Royal Enfield, Rudratej “Rudy” Singh, presente no lançamento oficial da marca na capital paulista.

Logo de cara chegam os modelos mais tradicionais da Royal Enfield, começando pela Bullet. Com motor de 500 cm³, ela é a motocicleta mais antiga em produção no mundo, com uma história que data de 1932. Por aqui ela será tabelada em R$ 18.900 e oferecida nas combinações preto com prata, verde com ouro e cinza com laranja. Dentre suas características um desque que chama a atenção é o pinstriping, no caso as faixas que ornamentam a pintura feitas a mão.

A opção intermediária será a Classic, também com motor de 500 cm³. Moto com o estilo característico dos anos 1940, ela terá a maior gama de opções. Na versão Regular ela parte de R$ 19.900 e todas as unidades da gama Classic podem receber o assento para o garupa, ficando a critério do futuro dono colocá-lo ou não, algo que pode ser feito a qualquer momento. A variante Regular também pode receber freios ABS, elevando o preço para R$ 20.900. As duas configurações podem receber as cores azul, preta e bege.

Ainda na linha Classic, existem as variações com estilo militar, no caso a Battle Green, Squadron Blue e a Desert Storm, todas tabeladas em R$ 21.000 ou R$ 22.000 com ABS.

Já para quem gosta de um cromado, existe a opção da Classic Chrome, com preço sugerido de R$ 21.900 e que se destaca pelo estilo à la anos 50 com uma boa dose de elementos com cromo ao redor da carroceria. Os clientes poderão optar pela Classic Chrome nas cores preta, grafite e verde e o assento conta com revestimento de couro.

Por fim, existe a opção da café racer (a primeira moto do tipo produzida em série) Continental GT, relançada em 2013 e baseada no modelo de 1965. Com motor de 535 cm³, ela custa R$ 23.000, mas pode atingir R$ 24.500 com freios ABS. Para o mercado brasileiro ela será oferecida nas cores vermelho, verde e preto. A Royal Enfield a classifica como a moto “mais leve e poderosa” já feita pela marca até hoje.

 
 
Royal Enfield Bullet
 
Royal Enfield Bullet
Royal Enfield Bullet
Royal Enfield Bullet
 
Royal Enfield Bullet
Royal Enfield Bullet
Royal Enfield Bullet
 
Royal Enfield Bullet
Royal Enfield Bullet
Royal Enfield Classic Chrome
 
Royal Enfield Classic Chrome
Royal Enfield Classic Chrome
Royal Enfield Classic
 
Royal Enfield Classic
Royal Enfield Classic
Royal Enfield Classic
 
Royal Enfield Classic
Royal Enfield Classic
Royal Enfield Classic
 
Royal Enfield Classic
Royal Enfield Classic
Royal Enfield Continental GT
 
Royal Enfield Continental GT
Royal Enfield Continental GT
Royal Enfield Continental GT
 
Royal Enfield Continental GT
Royal Enfield Continental GT
Royal Enfield Continental GT
 
Royal Enfield Continental GT
Royal Enfield Continental GT
 
 

Também está prevista para o Brasil a importação da Himalayan, moto todo-terreno que obteve ótimas avaliações nos mercados onde foi lançada. Com motor de 411 cm³, ela já está em processo de homologação no país e deverá ser lançada ainda neste ano.

Com uma estratégia bem clara, a Royal Enfield pretende tornar-se a líder mundial no segmento de média cilindrada, compreendendo modelos de 250 cm³ a 750 cm³, fatia do mercado do qual a Royal Enfield domina na Índia, onde tem uma representação de 95% nesse segmento.

“Nós observamos que as motos têm se tornada cada vez maiores, potentes e mais sofisticadas, afastando grande parte do público jovem ou os puristas que simplesmente buscam um modelo mais fácil, acessível e melhor no uso diário ou em grandes viagens, bem como motos que ofereçam uma condução mais calma e tranquila. Além disso, queremos incentivar – e essa é a principal característica da Royal Enfield – o maior envolvimento ao rodar que nossas motos proporcionam”, destaca o presidente da Royal Enfield.

Todas as motos da Royal Enfield contarão com 2 anos de garantia e a marca anuncia que abrirá alguns pontos de apoio em diversas regiões do país para oferecer suporte aos clientes fora da cidade de São Paulo. Uma eventual nacionalização das motos, com a montagem na Zona Franca de Manaus, não está descartada, mas tudo dependerá da aceitação dos produtos por aqui. A fabricante não oferece uma projeção de vendas por aqui. “No momento estamos muito mais preocupados em trazer os potenciais clientes para a loja, fazê-los andar nas motos e apresentar nossa filosofia por aqui. As vendas virão em decorrência disso”, explica Claudio Giusti, diretor geral da Royal Enfield no Brasil.

Um pouco de história

Pouco conhecida no Brasil, a Royal Enfield tem uma trajetória secular. Sua história começa em 1901 na cidade de Redditch, no Reino Unido, como uma fábrica de bicicletas, cortadores de grama e motores estacionários. Ainda em 1901 ela começou a produzir motcicletas. Durante a Primeira Guerra Mundial ela preparou motocicletas adaptadas com sidecars para o uso no combate e, já na Segunda Guerra Mundial, foi requisitada pela Coroa Britânica para o desenvolvimento de modelos militares. Foi nessa época que surgiu a “Flying Flea” ou “pulga voadora”, uma moto 125 cm³ projetada para ser leve a chegar a locais específicas até mesmo lançada de paraquedas. Foi aí que um de seus motes, o “Made Like a Gun” (feita como uma arma) surgiu.

Sucesso na Índia, onde são produzidas atualmente, as motos da Royal Enfield chegaram por lá a partir de 1949 e ganharam força em 1955 com a aquisição de 800 unidades pela polícia local para o patrulhamento de fronteiras. Com a Bullet 350 escolhida para a missão, foi realizada uma associação com a Madras Motors e criada a Enfield India, com o início da produção no país.

A partir dos anos 1980 a marca obteve muito sucesso na Índia e até mesmo passou a exportar as motos para a Europa. Em 1994 a Enfield India se fundiu com o Eicher Motors e passou a adotar o nome Royal Enfield.

Em 2005, sob o comando de Siddhartha Lal, a marca culminou uma série de modificações em sua estratégia e modo de operar. No ano em questão ela vendia 25.000 motocicletas por ano, número que duplicou em 2010 e, no ano fiscal de 2016-17 atingiu a marca de 660.000 emplacamentos ao redor do mundo graças em grande parte a um grande movimento de expansão.

Em 2015 a Royal Enfield comprou a inglesa Harris Performance Products para cuidar de suas novas gerações de produtos e plataformas. Neste ano será inaugurada mais uma fábrica da Royal Enfield na Índia e a produção é esperada para atingir a marca de 900.000 unidades até o fim do ano fiscal de 2018-19. A Royal Enfield atua em mais de 50 países e conta com 540 concessionárias e 24 lojas exclusivas fora da Índia.

César Tizo

 

César Tizo |

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