Além da Ford: veja marcas de moto que deixaram o Brasil

Enquanto uma das maiores fabricantes de carros deixou o país, cenário já foi visto algumas vezes no setor de duas rodas
Indian Scout Bobber

Indian Scout Bobber | Imagem: MOTOO

Logo nos primeiros dias de 2021, a Ford anunciou que fecharia todas as suas fábricas no Brasil, incluindo a Troller, marca nacional que operava sob sua direção. Enquanto a decisão deve impactar cerca de 5.000 trabalhadores na Bahia, Ceará e São Paulo, infelizmente é um cenário que já aconteceu algumas vezes no segmento de motocicletas.

Apenas no passado recente, nada menos do que cinco marcas desistiram de operar no Brasil. As histórias variam desde um número abaixo do esperado nas vendas a problemas com licenças para liberar as atividades. Até mesmo a Harley-Davidson está passando por dificuldades, após informações terem surgido a respeito do fechamento de uma de suas maiores concessionárias

Marcas que desistiram do Brasil

Indian Chieftain Dark Horse 2018
Indian Chieftain Dark Horse 2018
Imagem: Motoo

Indian

Maior rival da Harley-Davidson no mundo inteiro, a também centenária norte-americana Indian iniciou suas operações no mercado brasileiro em 2015. Os planos pareciam sólidos, com as motos sendo montadas em regime CKD (peças importadas e montagem local) na planta da Dafra em Manaus (AM). No entanto, os números baixos de vendas ficaram aquém do que a marca gostaria. Em 2017, a montagem nacional foi interrompida e, no começo de 2018, a Indian deixou de operar no Brasil.

Kasinski

Começando com as marcas nacionais que deixaram de operar, a Kasinski foi criada por Abraham Kasinski em 1999. Até 2009, montava produtos da sul-coreana Hyosung. Fez certo sucesso com modelos como a Mirage 250 e Comet 250. Naquele ano, foi adquirida pela chinesa CR Zongshen. Com fábrica em Manaus (AM), a empresa tinha planos ambiciosos para chegar em 2020 produzindo 600 mil motos por ano. Mas com o final do acordo com a marca asiática, a Kasinski fechou as portas em 2014.

Sundown

A Sundown já era conhecida por fabricar bicicletas, mas, em 2003, começou no ramo de motocicletas. Com foco nos modelos de entrada e com motos como a Hunter 100, Future e Motard 125, chegou a ser a terceira maior marca do Brasil em vendas. Apesar do cenário positivo, a partir de 2011 a empresa perdeu participação e entrou em divergência com fornecedores, deixando o segmento de motos.

Benelli e Keeway

A marca italiana Benelli é famosa por suas motos grandes e de linhas extravagantes. Ela  estava sob o guarda-chuva da chinesa Qianjiang. Em 2013, montou um dos maiores estandes do Salão Duas Rodas e tinha acordos com a Bramont, grupo industrial nacional, para produção das motocicletas em Manaus (AM). No entanto, a parceira brasileira não conseguiu as licenças para seguir em operação e a Benelli nunca desembarcou no Brasil.

Mais focada em motos acessíveis, a Keeway era outra marca da Qianjiang que entraria no Brasil caso o acordo com a Bramont desse certo. Ela chegou no Salão Duas Rodas de 2013 com nada menos que 13 modelos, mas não seguiu em frente com seus planos.

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