Honda, Yamaha, KTM e Piaggio criam consórcio para padronizar baterias substituíveis

Fabricantes se comprometeram a difundir o uso de veículos elétricos leves como motos, scooters, triciclos como uma forma sustentável de mobilidade
Scooter elétrica conceitual da KTM

Scooter elétrica conceitual da KTM | Imagem: Divulgação

Quatro importantes fabricantes de motocicletas e outros veículos, a Honda, Yamaha, KTM e Piaggio assinaram nesta segunda-feira (06) um acordo que cria o consórcio SBMC (Swappable Batteries Motorcycle Consortium, ou Consórcio de Baterias de Motocicleta Substituíveis).

A iniciativa prevê não apenas o desenvolvimento conjunto de um sistema de baterias que possam ser recarregadas externamente, mas também a padronização dos dispositivos a fim de facilitar a vida dos usuários.

Para essas empresas, o consórcio também significa diluir o custo de desenvolvimento e de operação de redes de recarga pelo mundo, um dos principais desafios para mudar a matriz energética de veículos individuais.

Segundo o documento assinado pelos quatro grupos, haverá o desenvolvimento de especificações técnicas em comum, promoção a padronização junto aos órgãos reguladores europeus e internacionais e a expansão do sistema do consórcio para o mundo inteiro.

É claro que a intenção dessas empresas é sair na frente de outros projetos ao ter força suficiente para impor sua tecnologia. Atualmente, há vários projetos e redes com padrões diferentes no mundo, incluindo startups que saíram na frente na oferta de veículos leves elétricos.

Os quatro representantes da KTM, Honda, Piaggio e Yamaha assinam o documento que cria o Consórcio SBMC
Os quatro representantes da KTM, Honda, Piaggio e Yamaha assinam o documento que cria o Consórcio SBMC
Imagem: Divulgação

As quatro empresas também se comprometeram a difundir o uso de scooters, motos, patinetes e outros veículos elétricos na mobilidade urbana, de forma a reduzir o impacto ambiental na sociedade.

O uso de baterias modulares tem sido o mais indicado para que a recarga de veículos leves seja mais prática e rápida. Ao contrário de automóveis, cujas baterias são fixas e pesadas, motos e scooters não precisam de equipamentos tão grandes e podem ser simplesmente trocados em postos de recarga.

“Nosso objetivo final é garantir que as motocicletas continuem a ser escolhidas como um método útil de transporte na mobilidade futura”, afirmou Yoshishige Nomura, executivo chefe da operação de motocicletas da Honda.

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