Motos seminovas valorizaram durante quarentena

Estudo de variação de preços realizado pela KBB aponta aumento de valor para modelos com até dois anos de uso
Moto

Moto | Imagem: Reprodução internet

Uma das grandes incógnitas sobre o período de quarentena demandado pela pandemia da Covid-19 está sendo o futuro do mercado dos veículos de duas rodas. De um lado, as pessoas estão se movimentando menos, de outro, aplicativos de entrega com motos estão sendo mais requisitados. O fenômeno é tão forte que gerou até uma greve dos entregadores por melhores condições.

Enquanto não é possível prever o que virá no futuro para o mercado de motocicletas, um estudo realizado pela Kelley Blue Book Brasil (KBB) apontou como os compradores e vendedores de motos estão reagindo. O levantamento estudou o comportamento de valores cobrados para 2.600 modelos de motos oferecidas no Brasil, desde 0 km até unidades com 10 anos de uso no período entre abril e maio 2020.

Nesse cenário, as motos 0 km mostraram um crescimento de preço de apenas 0,11% em abril na comparação com março, enquanto maio teve um aumento de 0,10% em relação a abril. De acordo com a KBB, isso ocorreu por conta da Honda. Com quase 80% de participação no mercado, o fato de a marca ter estagnado seus preços de motos 0 km afetou a média de todo o setor. Por outro lado, modelos da Yamaha tiveram forte tendência de alta em abril (4,26%) e maio (1,59%) na média. Modelos como Fazer 150, MT-03 e Nmax subiram 13,04%, 1,29% e 5,72%, respectivamente em maio.

Para quem tem uma motocicleta seminova de até dois anos de uso e pensa em vendê-la, as notícias são boas. O estudo apontou uma elevação nos preços dessas motos. Na média geral, os valores cobrados por modelos com até dois anos de uso ficaram 1,73% maiores em maio na comparação com abril. Marcas como Yamaha (2,57%), Harley-Davidson (2,94%), Dafra (3,97%) e Indian (5,26%) foram reajustadas acima da média.

Linha Honda CG
Linha Honda CG
Imagem: Divulgação

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