Paralisação da Harley-Davidson completa 2 semanas ainda sem previsão de retorno

Suspensão nas operações foi motivada por "conformidade regulatória" de componente, mas ainda não se sabe ao certo o motivo das interrupções
Harley-Davidson Fat Boy 2021

Harley-Davidson Fat Boy 2021 | Imagem: Divulgação

A Harley-Davidson completou duas semanas com produção e envio de motos suspensos em todo o mundo. Desde 18 de maio, a montadora efetivou a medida que atingiu também a operação brasileira, com a fábrica de Manaus.

Quando a empresa anunciou a decisão de cessar as atividades momentaneamente, o prazo de 2 semanas foi estipulado. Porém, mais de 14 dias depois, nenhuma nova informação foi divulgada pela Harley-Davidson. O MOTOO entrou em contato com a subsidiária no Brasil, que afirmou não existir nenhum novo posicionamentosobre o caso.

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Motivo não está esclarecido

No comunicado divulgado em 19 de maio, a empresa disse que suspendeu toda sua produção e envio de motocicletas por duas semanas, com exceção das motos elétricas LiveWire - que não são comercializadas no país. A montadora norte-americana informou que a decisão foi tomada após um fornecedor comunicar a empresa sobre uma questão relacionada a um certo componente, que não foi divulgado.

A Harley disse que este fornecedor, que não foi revelado, comunicou no dia 17 de maio sobre uma "conformidade regulatória" deste componente. A empresa afirmou que a decisão foi tomada "com muita cautela", mas não podemos saber o que aconteceu com clareza.

O início da interrupção ocorreu no dia 18. Como os modelos da submarca LiveWire não foram afetados, podemos imaginar que as motos elétricas da empresa não possuem o componente indicado pela fornecedora. Outro detalhe, sobre o embarque e despachos de veículos, indica que certas unidades já poderiam estar com o componente em análise montado no produto.

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Ao usar o termo "conformidade regulatória" a empresa não nos parece dizer diretamente qual o problema, mas indica que alguma peça pode não estar de acordo com a legislação vigente ou mesmo apresentar algum defeito.

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Por

Rafael Miotto

Com mais de 20 anos de experiência sobre duas rodas, já percorreu o mundo de moto, incluindo as desafiadoras estradas do Himalaia, na Índia. Como jornalista, cobriu várias edições dos maiores salões de motocicletas do mundo, como o EICMA e o Tokyo Motor Show.

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