Honda espera vender 10% mais motocicletas em 2022

Marca terminou 2021 com 882 mil unidades emplacadas, número superior a 2019, último ano do período pré-pandemia
Honda Elite 125 2022

Honda Elite 125 2022 | Imagem: Divulgação

Apesar de pandemia e crise de componentes na indústria, a Honda não tem do que reclamar. A marca japonesa manteve sua hegemonia no mercado de motocicletas no Brasil, com mais de 882 mil unidades emplacadas em 2021.

A montadora está otimista para 2022 e prevê crescer cerca de 10% neste ano, o que a levaria a uma marca de quase 1 milhão de motos vendidas (cerca de 970 mil, se usarmos o índice sugerido por ela).

Trata-se de um volume impressionante e que é acompanhado pelo ritmo de produção da fábrica de Manaus. No ano passado, nada menos que 933 mil unidades foram fabricadas lá, 24 mil a mais que em 2019, ano anterior à pandemia.

A receita para crescer não deve mudar e se baseará na CG 160, a mais popular moto do mercado e que bateu seu recorde de vendas em 2021, a trail NXR 160 e a Biz. Mas a participação das scooters deve continuar a subir.

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No ano passado, a Honda deteve 60% do segmento, que emplacou ao todo 104 mil unidades, alta de 39% em relação a 2020. A PCX foi a líder na categoria, mas a novata e acessível Elite 125 apresentou um crescimento de 55 durante o ano.

A fabricante, no entanto, retirou do portfólio os modelos SH150i e SH300i após vendas decepcionantes. A mudança criou uma expectativa que a Honda possa introduzir no Brasil a ADV 350, nova scooter aventureira apresentada no exterior em 2021 – a marca nega, no entanto.

Outra possível estreia deverá ser a NT1100, uma derivada estradeira da Africa Twin. Por enquanto, a Honda confirmou o lançamento de quatro novidades neste ano, a X-ADV renovada, a NC 750X com dois tipos de transmissão (incluindo DCT) e a nova CB 1000R.

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