Royal Enfield revela a Sherpa FT MK2, com o motor da Himalayan 450 cc
Nova moto de competição da Royal estreou no campeonato Mundial de Flat Track 2026 da FIM, neste mês de maio
A Royal Enfield anunciou que estará no Campeonato Mundial de Flat Track da FIM de 2026. Para a disputa, a fabricante apresentou a Sherpa FT MK2, motocicleta desenvolvida especificamente para a categoria e baseada na plataforma Sherpa 450.
O modelo marca uma nova etapa na estratégia da montadora com o motor monocilíndrico de 452 cm³ refrigerado a líquido, utilizado atualmente na Himalayan 450 e na Guerrilla 450. A iniciativa amplia o uso da arquitetura para além do segmento de motos de produção.
A estreia da equipe aconteceu em 9 de maio de 2026, em Roden, na Holanda, com o piloto britânico, Gary Birtwistle. O calendário contará com nove etapas, com encerramento programado para o fim de outubro, na Argentina. Já podemos adiantar que Birtwistle não conseguiu chegar à final. Ao menos nessa etapa de abertura.
Plataforma 450 agora chega às pistas
Desde o lançamento da plataforma Sherpa, a Royal Enfield vem expandindo sua aplicação em diferentes projetos. A Himalayan 450 foi o primeiro modelo equipado com o novo conjunto mecânico, seguida pela Guerrilla 450.
Agora, a fabricante utiliza a mesma base estrutural para entrar em uma modalidade tradicional do motociclismo off-road em circuito oval. A Sherpa FT MK2 foi desenvolvida exclusivamente para o flat track, modalidade caracterizada por provas em pistas de terra e disputas de alta velocidade.
Embora derivada da Guerrilla 450, a nova moto recebeu modificações estruturais e visuais voltadas para competição.
Entre as principais mudanças está o novo tanque de combustível, redesenhado especificamente para a competição. O modelo também recebeu rodas de liga leve, substituindo as rodas raiadas presentes na FT450, primeira versão da moto de corrida da marca.
O sistema de escape também foi revisado, assim como o esquema visual, que ganhou nova pintura.
No conjunto mecânico, a Sherpa FT MK2 mantém o motor monocilíndrico de 452 cm³ com refrigeração líquida. A fabricante, no entanto, não divulgou números oficiais de potência ou torque.
A expectativa é que o propulsor tenha recebido recalibração para adequação ao novo escape e às exigências do flat track, embora detalhes técnicos adicionais não tenham sido confirmados.
Redução de peso
Para adequar a motocicleta às exigências da modalidade, a Royal Enfield adotou uma série de soluções voltadas à redução de peso.
O tanque menor reduz a capacidade de combustível, enquanto a remoção completa do conjunto frontal, incluindo farol, contribui para a diminuição de massa.
A motocicleta também opera sem sistema ABS e sem o conjunto de freio a disco dianteiro, configuração comum em motos destinadas ao flat track.
O visual é complementado pelas tradicionais placas laterais e frontal ampliadas, típicas da categoria.
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